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Destaque do mes

O vestido de casamento de Janja e Lula.

  Amigos e amigas,     Tomo a liberdade de divulgar um texto que escrevi sobre as artesãs que confeccionaram o vestido e casamento de Janja e Lula para uma reflexão.  Achei o gesto importante para o artesanato brasileiro, um gesto simbólico que diz muito.   https://pt.org.br/artigo-o-vestido-de-casamento-da-janja-por-vilmar-oliveira/   Um forte abraço!     Vilmar Oliveira

O artesanato de Ulisses Mendes

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Ulisses mendes é um pioneiro no fazer artesanato no Vale do Jequitinhonha. Quando conta suas histórias expressa nos traços camponeses, desenhados pelo sol no seu rosto, a emoção de ter vivido experiencias únicas, o que desenha com fervor no seu artesanato. Não é a toa que acolheu o nome de Mestre Ulisses Mendes, respeitado por apreciadores da arte, universidades e governos. Conheça um pouco da sua arte. https://drive.google.com/file/d/1JEVxhxm0Py2oi0PBcQSqFAaJXSDBbKtB/view?usp=sharing Prestigie o blog. Deixe o seu comentário e ajude a divulgar a noticia.

Poesia do mês - Abril - O velho e o caminho

  O velho e o caminho.   Vilmar Oliveira   Um velho caminha por uma estrada longa, caminho longo,  levando na bagagem suas memórias,  carregadas também de espinhos.   Lembra ele dos tempos de moço, onde o sol brilhava na janela,  - parede feita de adobe cru – por trás dos longos cabelos loiros da Mariazinha.   Lembra eles dos filhos jogando bola, feita de meia, pano e embira,   no quintal de terra, no terreiro da cozinha.   Lembra ele dos patos, gansos e galinhas que ciscavam,   perto das bananeiras, próximo do riacho, no quintal da vizinha.   Um homem maduro, de cabelos brancos, que caminha pela estrada,   percebe o quanto aprendeu no caminho até chegar ao destino,   envelhecido do corpo, cheio de conhecimento, descaminhos.   Alguns chamam de velho, outros de gaga, os teimosos chamam de caduco.   Quem percebe beleza na poeira o denominam mestre e ele... ... segue seu longo caminho.

O Nazismo deve ser condenado?

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O Nazismo deve ser condenado? https://drive.google.com/file/d/1uQ_zMLR44d6CNRksEobBLtDtKRA7HOFj/view?usp=sharing foto do banco de imagem: pxhere  Licença: creative commons

Poesia do mês

Memórias  Vilmar Oliveira  Minha casa morreu, afogada com água até a cabeça. Tinha um sofá que eu adorava sentar, um banquinho para eu ver o sol nascer. Meu quarto morreu. Afogou com água até o pescoço. Tinha uma cama que eu descansava o meu corpo após o trabalho de pedreiro.  Misturo água com cimento o dia todo, quase lama, sabe? Minha cozinha morreu,  igual eu mato uma galinha para comer, mas minha cozinha morreu afogada,  diferente da galinha e, ó pior é que ninguém comeu minha cozinha, aliás,  a lama comeu.  Na sala, perto do sofá, tinha uma pequena coleção de tampinhas, ninguém dava valor. No meu quarto tinha umas fotos dos meus netos,  só tinha importâncias para mim, meus netos, né?  Na minha cozinha tinha uns temperos,  umas panelas que ganhei da minha mãe,  e, umas receitas que trago de geração,  talvez dos meus bisavós,  e olha que já sou velho.  Perdi o esquecimento.  O que eu perdi mesmo?...

Moïse achou a guerra.

Você caro leitor, provavelmente nunca foi ao Congo, talvez nunca tenha ouvido falar. A República do Congo é desconhecida para muitos brasileiros, mas é considerado um país de grande importância para o continente africano, principalmente pelos seus recursos naturais.   Localização bastante privilegiada para o continente. A história do lugar é de luta, já nos anos de 1960 o Movimento Nacionalista, liderado pelo Patrice Lumumba, levou a independência da Bélgica, do qual era colônia e passou a se chamar República do Congo.  O país hoje se atola em milícias armadas, instabilidade constante sendo agravado por muita violência, e, principalmente a fome que assola vergonhosamente a nação. Estes foram os principais motivos para que os seus nascidos deixassem o país para buscar novos horizontes.  Foi o caso do Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, reconhecido pelo Estado brasileiro como refugiado em 2012, morto brutalmente, violentamente, estupidamente por 05 homens. Ironicament...