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Mostrando postagens de fevereiro, 2022

O Nazismo deve ser condenado?

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O Nazismo deve ser condenado? https://drive.google.com/file/d/1uQ_zMLR44d6CNRksEobBLtDtKRA7HOFj/view?usp=sharing foto do banco de imagem: pxhere  Licença: creative commons

Poesia do mês

Memórias  Vilmar Oliveira  Minha casa morreu, afogada com água até a cabeça. Tinha um sofá que eu adorava sentar, um banquinho para eu ver o sol nascer. Meu quarto morreu. Afogou com água até o pescoço. Tinha uma cama que eu descansava o meu corpo após o trabalho de pedreiro.  Misturo água com cimento o dia todo, quase lama, sabe? Minha cozinha morreu,  igual eu mato uma galinha para comer, mas minha cozinha morreu afogada,  diferente da galinha e, ó pior é que ninguém comeu minha cozinha, aliás,  a lama comeu.  Na sala, perto do sofá, tinha uma pequena coleção de tampinhas, ninguém dava valor. No meu quarto tinha umas fotos dos meus netos,  só tinha importâncias para mim, meus netos, né?  Na minha cozinha tinha uns temperos,  umas panelas que ganhei da minha mãe,  e, umas receitas que trago de geração,  talvez dos meus bisavós,  e olha que já sou velho.  Perdi o esquecimento.  O que eu perdi mesmo?...

Moïse achou a guerra.

Você caro leitor, provavelmente nunca foi ao Congo, talvez nunca tenha ouvido falar. A República do Congo é desconhecida para muitos brasileiros, mas é considerado um país de grande importância para o continente africano, principalmente pelos seus recursos naturais.   Localização bastante privilegiada para o continente. A história do lugar é de luta, já nos anos de 1960 o Movimento Nacionalista, liderado pelo Patrice Lumumba, levou a independência da Bélgica, do qual era colônia e passou a se chamar República do Congo.  O país hoje se atola em milícias armadas, instabilidade constante sendo agravado por muita violência, e, principalmente a fome que assola vergonhosamente a nação. Estes foram os principais motivos para que os seus nascidos deixassem o país para buscar novos horizontes.  Foi o caso do Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, reconhecido pelo Estado brasileiro como refugiado em 2012, morto brutalmente, violentamente, estupidamente por 05 homens. Ironicament...